segunda-feira, 2 de março de 2009

1 Semana!

Olá!

Mais de uma semana já se passou desde que aterrissei em Nantes e NOSSA! Quanta coisa aconteceu. Chegar aqui sozinho com muito pouca gente pra dar infomações sobre tudo que eu precisava saber tive que usar quase tudo do meu instinto de sobrevivência e me virar by myself.
Não dá pra contar tudo que aonteceu nessa semana aqui e acho que isso seria um pouco intediante, mas algumas coisas queria ressatar.

Bom eu e a Marta nos tornamos grandes amigos. Acho que isso acontece mais rápido quando não temos muito mais a quem apelar para qualquer coisa. Só tínhamos praticamente um ao outro aqui. Conhecemos a cidade juntos, fazemos comida juntos enfim...
Tem a Nermine também, uma tunisiana que sempre está com a gente nas refeições, muito gente boa!
Na escola o pessoal tem sido bem legal. Ontem, o Bab, um cara do terceiro ano nos levou à praia e conhecemos um bocado. Foi a praia mais fria que eu já fui, rs.
Descobri agora o que é realmente um país burocrático. Acho que já devo ter preenchido e assinado uns 30 documentos, sem exageros. Só para abrir a conta do banco foi mais da metade. A diferença é que aqui as coisas vão um pouco mais rápido e realmente funcionam.

Aliás esse é um ponto que eu queria abordar nesse post porque pensei muito nisso hoje. Estou tendo uma aula de civilização. Começando pelo transporte público onde você entra com ou sem bilhete. Vai da sua consciência. Existem fiscais (rarament os vi) que abordam algumas pessoas para conferência. Mas em suma voce pode andar de graça ou simplesmente fazer como todo mundo e comprar o bilhete antes. No supermercado, as pessoas não levam as compras em dezenas de sacolinhas que vão se desfazer no meio-ambiente só daqui a zilhões de anos. Todo mundo leva suas compras para casa em sacolas duráveis e reutilizáveis, parecidas com as que se usam nas feiras livres no Brasil. O pedestre aqui, SEMPRE tem prioridade nas vias públicas, às vezes eu estou na calçada, ainda nem pisei na rua, e os carros param para que eu passe. Já causei um pouco nesse sentido porque nunca sei se deve atravessar ou não, já aconteceu de eu parar no meio da rua meio confuso com uns 10 carros esperando eu atravessar. Mas me acostumo em breve.

Bom acho que por hoje é só, amanhã tenho minha primeira aula de enologia. Haha. Não podia vir pra França e não voltar no mínimo entendido de vinhos né?!

Beijos e Abraços

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Enfin, la France!

Meus queridos,

Estou começando meio tarde esse Blog pois tudo até aqui foi meio corrido e o acesso à internet foi meio complicado (ainda o é) at;e agora. Queria contar um pouco de como foi a chegada a Nantes, do vôo e etc.
Bom, começando pela partida de São Paulo: não preciso comentar o quanto é difícil dizer adeus (ou até daqui um ano) né? Porém tentei não pensar no tempo que estarei fora e etc. Agora é pensar no que está pela frente.

As coisas começaram bem no aeorporto quando não precisei pegar uma imensa fila de check-in da Air France pois já o havia feito em casa via internet. A modernidade bate à nossa porta, hehehe, é só procurar. No início do vôo eis que o monsieur comissário me pergunta se eu me importaria em trocar de lugar com alguém para que duas pessoas conhecidas se sentassem juntas. Bem, eu já havia escolhido meu lugar em casa bem no corredor por não páro quieto durante o vôo e para trocar seria para um janela. Mas, como tudo era festa e eu finalmente estava indo pra França, tudo bem, claro que eu troco! Fui parar numa poltrona de janela do lado de um cara inglês (pelo pouco que eu pude falar com ele) que dormiu praticamente a viagem toda, salvos os momentos de refeição. Contudo na minha frente e atrás de mim sentaram-se gente da que mais fala no mundo: italianos. Siamo tutti a casa! Sei que eles eram os únicos que conversavam (pra valer) n avião e eu, como falo pouco e no meio da conversa, não poderia deixar de me unir a eles, rs.

Chegando à Paris, para minha decepção não consegui ter nem uma palhinha da Torre Eiffel ou do Arco do Triunfo pois estava muito nublado e nem sei mesmo se e possível avistá-los do avião. A conexão foi meio conturbada pois eu tinha muito pouco tempo para isso e o Charles de Gaulle é imenso até achar o meu terminal e depois até achar o meu portão demorou um pouco (incluindo aqui pausa para um cigarrinho, rs). Quando cheguei ao portão de embarque faltavam menos de 10 minutos para a decolagem. O vôo para Nantes foi bem raípido para minha felicidade, não aguentava mais avião.
Ao chegar no aeorporto de Nantes, surpresa: a alfândega me parou, quando eles bateram o olho em mim, tirando duas malas grandonas embaladas com aquele plástico (só as minhas estavam assim) senti o sinal de um fiscal pro outro e pensei: ferrou (na verdade pensei em outra palavra, mas não seria decente aqui, heheh). Educadamente o fiscal me perguntou já olhando na etiqueta da minha mala: Vous arrivez d'oú? (Você está chegando de onde?). Eu respondi que era do Brasil e tal. Aí ele perguntou se podia dar uma olhada na minha mala o que eu prontamente permiti mostrando estar super tranqüilo, mas tremendo de medo por dentro devido ao meu espírito muambeiro brasileiro. Respondi à tudo que ele perguntou. A única coisa que podia dar problemas era o cigarro mas eu trazia a quantidade permitida, então, sem problemas. Saindo, logo encontrei o M. Dominique que é o responsável pelas relações internacional da ENITIAA (escola onde estudo aqui). Muito simpático e uma figura. Seu carro cheirava fortemente à mofo, mas a gente pula essa parte, rs. Ele me trouxe até a residência universitária onde eu moro, deixamos minhas coisas no quarto e saímos um pouco para conhecer a escola e alguma coisa da cidade. Na escola ele me apresentou a Marta, uma espanhola que acabou de chegar em Nanates também, faz um estágio na ENITIAA e mora no mesmo alojamento que eu. Marcamos de nos encontrar no fim de semana para fazer algo, uma vez que a cidade estava vazia por causa das férias de fevereiro (mais tarde falares sobre as férias na França). Após isso disse que estava um pouco cansado e precisava arrumar minhas coisas aqui no quarto, então ele me trouxe de volta e fiquei aqui até o dia seguinte.

Acabo esse post por aqui pois agora começa outra história.
Au Revoir!





*Gostaria de lembrar que ainda não estou habituado à ridícula nova gramática da língua portuguesa então provavelmente alguns erros poderão ocorrer.